II Ícones do Metal Catarinense: o maior exemplo da união do underground!

Qual a fórmula mágica que o metal tem pra juntar tantas pessoas em um só lugar? O que os outros estilos podem fazer pra cena não morrer? Não é de hoje que vemos o movimento metal permanecendo vivo na cena catarinense, mas como tudo isso aconteceu? Uma palavra com apenas 5 letras: UNIÃO!

União significa, no português bem dizido que ninguém acorrege, associação ou combinação de vários elementos, sejam eles SEMELHANTES ou DIFERENTES, que buscam a formação de um conjunto. E o metal tem tantas diferenças, não é? Se formos só na raiz, já temos pelo menos 6: Black, Death, Doom, Power, Speed e Thrash metal. Se for mais além então, pelo menos 17 subgêneros.

União da cena metal fez do Ícones um sucesso. Créditos: Priscila Ramos.

Mas o que une toda essa galera? Respeito! Respeito pelo diferente dentro do seu grupo, respeito pela perseverança dos grupos de heavy de Santa Catarina, respeito pelas memórias e principalmente respeito pela música e estilo que tanto amam. Metal não é ouvir, METAL É SER!

Metal não é ouvir, Metal é SER!

Dentre os grandes festivais de Santa Catarina, nasceu o Ícones do Metal Catarinense, por volta de 2 anos atrás, em 2016. Uma conversa de bar, algumas cervejas e uma ideia: unir toda a galera do metal em um só lugar e valorizar principalmente o metal autoral do estado. Com isso, surgiu o primeiro com as bandas Khrophus, Luciferiano, Pain of Soul, Perpetual Dreams, Rhestus, Shadow of Sadness, Sodamned, Steel Warrior e Symmetrya,

Já na segunda edição, 10 Bandas com mais de 15 anos subiram ao palco do Ícones do Metal Catarinense no último sábado, 28 de julho de 2018 e fizeram de Pomerode a capital catarinense do metal, pelo menos por aquela noite. A casa escolhida? Wox Club, que apoia a cena autoral e já havia recebido também a primeira edição do Ícones. Mais de 500 pessoas pra curtir Posthumous, Flesh Grinder, Still Life, Goatpenis, Rhasalon, Volkmort, Mastervoid, Oculto, Rythual e Impiedoso.

Casa cheia: mais de 500 pessoas na segunda edição.

Mas lembra que falei de respeito e de união? Então… Era sensacional ver a banda se apresentando, descendo rapidamente do palco ao fim e se preparando pra ouvir as outras bandas. Em que cena isso acontece? Também era lindo de ver as novas bandas prestigiando as antigas, que com toda certeza foram totalmente influenciadas por essa galera que perseverou em mais de 15 anos de banda.

Bandas trouxeram sua essência e sua marca em cada apresentação |m| Créditos: Priscila Ramos

“Obstinação e resistência”, palavras do Antônio Gonçalves, vulgo Kabong, um dos idealizadores do evento servem de base pra tudo que há por vir na cena metal. Os guerreiros do metal permanecem vivos, influenciando a todos a cena e marcando história na cena metal catarinense e também brasileira.

Vox Club ficou vermelha de tanta atitude.

“O que podemos ver foi a reunião de 3 gerações de fãs e apreciadores: pais com filhos; avós com netos; garotada que mal chegou à maioridade; “tiozões” com 6 décadas de vida; músicos que tocaram na edição passada; músicos da cena que se não estão em suas velhas bandas, estão tocando a carreira com suas bandas atuais, produtores de eventos de outras regiões, e claro o público em si, indescritivelmente sensacional!” finaliza Culver Yu, organizador do evento.

Santa Catarina virou o maior exemplo da união do underground. Vida longa ao Heavy Metal catarinense! \o

Se liga nas fotos, tá animal: por Guilherme Antonio Karsten Lindner e Priscila Ramos.

Por Guilherme Antonio Karsten Lindner